Parecer técnico da Scale X sobre onde a empresa educacional deve nascer no Instagram
Na reunião do dia 2 de julho, vocês pediram nossa posição sobre a única decisão em que a casa está dividida: a empresa educacional nasce num Instagram próprio ou dentro do perfil que o Dr. Ronney já construiu? Este parecer chega antes da proposta porque a resposta não depende da opinião de ninguém, nem da nossa. Ela já está nos dados do perfil de vocês.
O @ronney_menezes tem 7.125 seguidores e 112 publicações. Nos 90 dias que medimos (29 posts, de abril a julho), um padrão salta aos olhos. O conteúdo mais visto do período foi pessoal (a viagem à Tailândia), com 4.917 visualizações e 88 visitas ao perfil geradas por um post só. Os posts jurídicos do mesmo período geraram entre 5 e 19 visitas cada.
Esse perfil conecta pessoas ao Ronney que resolve o problema delas. E existe um dado que encerra qualquer dúvida sobre o valor desse ativo: foi por esse Instagram que chegou o maior caso da história do escritório, uma fraude de R$ 25 milhões.
O perfil do Ronney acabou de ser reposicionado com um alvo preciso. Ele existe pra atrair a vítima de fraude bancária e o empresário endividado, em casos a partir de R$ 30 mil. Bio, conteúdo e link foram desenhados pra essa pessoa se reconhecer e pedir ajuda.
A empresa educacional fala com outra pessoa: o advogado que quer aprender a atuar no bancário. E esses dois públicos, dividindo o mesmo perfil, se anulam:
A cliente que perdeu R$ 300 mil e chega buscando socorro encontraria aulas de “como advogar no bancário”. A conexão quebra na hora: ela precisa de quem cuide do caso dela, não de um professor formando outros advogados.
A objeção número 1 dessa vítima, confirmada na pesquisa do escritório, é o medo de cair num falso advogado. Um perfil que ora atende, ora vende curso, enfraquece justamente a prova de seriedade que destrava essa desconfiança.
O advogado interessado no curso encontraria depoimentos de vítimas e chamadas de “fale com nossa equipe”. Ele não se vê ali.
E o Instagram escolhe pra quem entregar cada post observando quem já interage com o perfil. Com dois públicos misturados, ele passa a errar pros dois: post de curso pra vítima, post de socorro pra advogado.
Misturar os públicos desfaz os dois trabalhos ao mesmo tempo, inclusive o posicionamento que o escritório acabou de investir pra construir.
Seria fácil esconder a parte que joga contra a nossa recomendação, então vamos direto a ela: o padrão do mercado de educação jurídica é a marca-pessoa num perfil só.
Nenhum dos três separou a empresa do nome. E mesmo assim recomendamos o perfil novo, por uma diferença que muda o caso inteiro: nenhum deles mantém no mesmo perfil um escritório em operação captando cliente final de alto valor. O Instagram deles nasceu falando com advogado. O do Ronney nasceu falando com quem precisa de advogado e acabou de ser calibrado pra isso com ainda mais precisão. É um ativo de captação em produção, não um espaço vago esperando inquilino.
Perfil novo da empresa, lançado em colaboração com o @ronney_menezes.
O Instagram tem um recurso feito exatamente pra esse cenário: o post em colaboração. O mesmo conteúdo é publicado simultaneamente nos dois perfis e soma o alcance dos dois. Na prática:
E vale registrar: os dois lados desta mesa têm razão no que defendem. A Islanny, na separação das marcas. O Rony, em não abrir mão de uma audiência que levou anos pra existir. A colaboração atende os dois, porque ele empresta o alcance sem ceder o território.
O projeto funciona nos dois cenários, e nosso papel é mapear o custo de cada um. Concentrando tudo no @ronney_menezes:
Nossa posição técnica está dada. A decisão é de vocês, e o projeto que preparamos contempla os dois caminhos, com os custos de cada um já calculados.
Na conversa da próxima semana, apresentamos o projeto completo: da fundação da marca ao pré-lançamento do livro em agosto. Este parecer é a primeira peça dele.